Veneza
Devido a um egano de percurso, que se tornou feliz, entrei pela 3ª vez em Veneza de uma forma diferente. Na primeira vez que lá estive vi-a de longe e cheguei-lhe a ondular num barco que atracou do lado direito da Praça de S. Marcos, na segunda entrei pelo meio do emaranhado urbano vindo de comboio, e, desta vez, quando pensava que não existia outra forma, apanhei um barco que me levou através do grande canal, precorrendo uma boa parte de Veneza até chegar ao lado esquerdo Praça de S. Marcos.
Veneza continua linda, com mais edifícios recuperados e tudo o que se pode esperar dela e dos recantos que nos deixam de boca aberta. Uma das coisas que não gostei foi terem feito da Praça de S. Marcos ancoradouro de gondôlas e barcos, retirando aquele horizonte de mar que se prolongava pela praça fora. A outra foi o excesso de barraquinhas de recordações de mau gosto a apertarem ainda mais as ruas já de si estreitas e retirando muito do seu charme. Uma última, foi a alteração das fardas dos gondoleiros para uns polos às ricas que não são tão charmoros como as anteriores.
Para quem nunca foi é um destino que recomendo sempre, e quando me dizem que cheira mal eu nunca, mas nunca o senti.
























































Os livros que tenho ilustrado têm tido um processo longo, não a serem ilustrados, porque os prazos são sempre apertados, mas a serem publicados. Não sei se será assim com os outros, mas comigo tem sido. A espera prolonga-se em pelo menos um ano. Ilustrei um no ano passado que, em princípio, se tudo correr bem será publicado nos próximos meses, um caso de sucesso em Portugal porque foi todo feito sem ter editora para o publicar. Levar a uma editora um livro já pronto é quase certo que fique na gaveta, desta vez resultou, e esperemos que em breve veja a luz do dia. Estretanto acabei outro, que apesar de ter sido uma encomenda ainda está em "stand-by". Isto de ilustrar livros é mesmo só por prazer ...